Setor siderúrgico acumula superávit de US$ 1,5 bilhão no semestre e teme “desvios de comércio”

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Da Redação (*)

Brasilia –  O setor siderúrgico brasileiro acumulou um superávit de US$ 1,5 bilhão no primeiro semestre do ano, resultado de exportações no total de US$ 3,8 bilhões e importações da ordem de US$ 2,3 bilhões. De acordo com balanço divulgado ontem (22) pelo Instituto Aço Brasil (IABr), as exportações tiveram retração em quantidade (-13,7%), com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor (US$ 3,8 bilhões) em relação ao mesmo período de 2020.

Por outro lado, as importações evoluíram 140,6% no acumulado janeiro/junho em quantum, somando 2,5 milhões de toneladas, e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões no período analisado.

Ao divulgar o balanço do setor, o presidente do IABr, Marco Polo de Mello Lopes afirmou que a alíquota do Imposto de Importação não deve ser reduzida diante das ameaças ao Brasil no setor siderúrgico, “por conta do brutal excedente da capacidade instalada no mundo, que atingiu, no ano passado, 562 milhões de toneladas”. A seu ver, isso abre oportunidade para “práticas predatórias, escaladas protecionistas e preços aviltados”.

Lopes ressaltou que, em todo o mundo, os países vêm adotando salvaguardas para se proteger dessas práticas. Segundo ele, a América do Sul e o Brasil, em especial, aparecem sem nenhum mecanismo excepcional de defesa. O Brasil pode, com isso, transformar-se em um “depositário de desvios de comércio”.

(*) Com informações da ANBA

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