Standard Bank Brasil promove evento para apresentar oportunidades de negócios na África

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São Paulo –  Na década passada, a economia dos países da África Subsaariana cresceu a uma taxa média anual de 4,1%, ante 3,7% na média global, chegando a US$ 4,4 trilhões em 2019. O continente foi impulsionado por crescimento em diversos setores, como agricultura, infraestrutura, óleo & gás, mineração e telecomunicações – e, principalmente, pela ascensão da classe média. Em 2020, a pandemia provocada pela Covid-19 impactou severamente as economias globais. O continente africano, como não podia deixar de ser, também foi afetado. Como sairá a África da pandemia? Onde estarão as oportunidades de negócios?

O futuro da África e os setores que impulsionarão o seu crescimento são alguns dos temas que estão sendo discutidos desde ontem (26) até amanhã (28)por especialistas, empresários e agentes do setor público no Focus on Africa 2020, evento on-line promovido pelo Standard Bank Brasil.

Standard Bank Brasil promove evento para apresentar oportunidades de negócios na África
Vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão/ Foto: Rodrigo Rodrigues/Câmara Árabe
Standard Bank Brasil promove evento para apresentar oportunidades de negócios na África
Tereza Cristina, Ministra da Agricultura Foto: Divulgação/MAPA

O vice-presidente da República, Antônio Hamilton Mourão, foi um dos participantes. Ele falou ao lado da CEO do

Standard Bank Brasil, Natália Dias, sobre as relações entre Brasil e África. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também representaram o governo no evento. Além deles, participam das apresentações e debates representantes do Banco de Desenvolvimento da África, do Standard Bank e de empresas que atuam no continente africano, como, por exemplo, o Grupo Tereos, a Olam International, Galp Energia e o fundo de private equity Helios (veja programação completa abaixo).

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia da África Subsaariana deve cair 3,2% em 2020 como reflexo da Covid-19. Antes da pandemia, o FMI projetava alta de 3,6%. O economista-chefe do Standard Bank, Goolam Ballim, estima que dois terços da queda são resultado da quarentena, que fechou comércio e indústrias; o terço restante reflete a queda no turismo e das exportações. No curto prazo, a recuperação dependerá de estímulos fiscais e monetários – ações que ele vê como prioritárias, ainda que os governos precisem estabilizar as suas dívidas públicas, que já vinham subindo antes da Covid. No ano que vem, a recuperação, segundo Ballim, dependerá da chegada da vacina aos países africanos. O FMI projeta alta do PIB de 3,4% em 2021.

A despeito dos desafios, ele vê uma oportunidade de reposicionamento da África na economia global. “A quebra das cadeias globais de suprimento provocada pela Covid-19 reformulou as ideias de produção”, diz Ballim. “O reflexo é que multinacionais globais podem realocar sua produção, que antes estava concentrada na Ásia, para a África, de modo a garantir o fornecimento confiável aos consumidores africanos.” Isso significa investimentos, empregos e renda para o continente. Entre os setores mais promissores, ele destaca infraestrutura, telecomunicações, serviços gerais, indústria de transformação e o agronegócio.

Oportunidades nas próximas décadas

A economia africana nas próximas décadas será impulsionada pelo crescimento populacional do continente. A população da África, hoje em torno de 1,3 bilhão de habitantes, poderá chegar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a 2,5 bilhões em 2050 – um quarto da população do planeta. O crescimento populacional ocorre em paralelo a um salto de urbanização. Desde 2010, a população urbana saiu de 408 milhões para quase 600 milhões – aumento de 44%. Se a tendência continuar, metade das pessoas viverão em cidades em 2030.

Nas últimas décadas, a África tem visto o crescimento da classe média. Um estudo do Standard Bank, que analisou 11 países, entre eles Angola, Nigéria, Etiópia e Moçambique, relevou que o número de famílias nesse extrato saiu de 1,6 milhão em 2000 para 12,6 milhões hoje.

“O crescimento da população na África é um desafio para as autoridades públicas, que precisam  promover um crescimento inclusivo, mas oferece inúmeras oportunidades de negócios para as empresas brasileiras, à medida que cria grandes centros de consumo com população com crescente poder de compra e hábitos de consumos afluentes ”, diz Natália Dias, CEO do Standard Bank Brasil.

Um dos setores mais promissores é o de consumo em geral e do agronegócio em particular. “Alimentar essa população será o desafio da África nos próximos anos e o Brasil é visto como o grande parceiro em potencial, sem falar no potencial que o continente tem de, no médio prazo, se tornar o novo celeiro do mundo, dado que 60% da terra agriculturável não cultivada do planeta está na África”, diz Natalia.

Não será apenas o consumo o setor beneficiado pelo boom demográfico. O continente precisa de investimentos em tecnologia, infraestrutura e telecomunicações para promover o desenvolvimento inclusivo. Esse movimento já começou. O número de pessoas com celulares na África saltou de 15 milhões no começo dos anos 2000 para cerca de 850 milhões atualmente; o número de pessoas conectadas à internet avançou 260% desde 2010, batendo a casa dos 300 milhões de pessoas conectadas. O Acordo de Livre Comércio Africano, assinado por 54 dos 55 países africanos e ratificado por 30, entrou em vigor em abril do ano passado e promete interligar as economias do continente – demandando investimentos em logística para o aumento do comércio entre os países.

Segundo a consultoria McKinsey, o mercado de consumo, que somou 1,4 trilhão de dólares em 2015, deve atingir 2,5 trilhões em 2030.

O Focus on Africa 2020 apresenta oportunidades de negócios no agronegócio, tecnologia, infraestrutura e óleo & gás. Também estão sendo apresentados  painéis para discutir as economias de três países: Nigéria, Angola e Moçambique.

Sobre Standard Bank Group

Com sede em Joanesburgo, o Standard Bank Group é o maior banco do continente africano em ativos e capitalização de mercado, com operação em 20 países da África e cinco centros financeiros globais (São Paulo, Londres, Nova York, Dubai e Beijing). O Standard Bank está listado nas bolsas de Joanesburgo e Namíbia.

O Standard Bank oferece uma gama completa de serviços de pessoas físicas a pessoas jurídicas, incluindo pequenas empresas, banco corporativo e de investimentos, além de gestão de patrimônio.

O grupo encerrou 2019 com US$ 163 bilhões em ativos e US$ 20 bilhões em valor de mercado.

(*) Com informações do Standard Bank Brasil

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