Tarifa Externa Comum e Venezuela-Colômbia são destaques na Cúpula do Mercosul

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Tarifa Externa Comum e Venezuela-Colômbia são destaques na Cúpula do MercosulBrasília (ComexdoBrasil) – Os presidentes dos países-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e da Venezuela (em processo de adesão ao bloco do Cone Sul) participam amanhã, em San Juan, Argentina, da 39ª Cúpula do Mercosul, na qual vão discutir uma ampla agenda que engloba, entre outros temas, o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, a assinatura de um acordo de livre comércio com o Egito, a retomada das negociações visando a assinatura de um acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) e a concessão de preferências tarifárias ao Haiti. Apesar de não figurar na agenda oficial da Cúpula, a crise entre Venezuela e Colômbia é outro assunto que ocupará lugar de destaque nas conversas dos presidentes do Mercosul.

No fim de semana, representantes dos governos dos países do Mercosul estiveram reunidos num esforço concentrado visando avançar com os entendimentos em relação a esses e outros temas que figurarão na agenda do encontro. Os negociadores dos Mercosul e do Egito, por exemplo, fizeram um grande esforço para finalizar o documento que pretendem assinar ainda na Cúpula de San Juan mas ainda hoje devem prosseguir com esses esforços para que o documento possa ser firmado amanhã.

Segundo informações do Itramaraty, a pauta da reunião presidencial contará também com temas como os projetos a serem financiados pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Entre eles estão a construção de uma estrada no Paraguai; a instalação de linhas de transmissão de eletricidade na Argentina, Paraguai e Uruguai; e a criação da Biblioteca da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e do Instituto Mercosul de Estudos Avançados. É esperada a aprovação de sete projetos que totalizam créditos no montante de  US$ 580 milhões.

Ainda de acordo com o Itamaraty, apesar de não constar oficialmente da pauta, os desentendimentos entre os governos da Colômbia e da Venezuela deverão fazer parte das conversas, uma vez que o tema está na ordem do dia e a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ocorre ainda esta semana. Ele vai substituir Álvaro Uribe, que durante seu mandato  enfrentou uma série de desentendimentos com o venezuelano Hugo Chávez.

A 39ª Cúpula do Mercosul terá a participação dos quatro países que são membros efetivos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) e dos estados associados (Chile, Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia e Equador). No caso dos associados, porém, ainda não se sabe se os próprios presidentes vão participar. O ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, que está na Argentina e dia 04 vem ao Brasil, também é esperado.

Em San Juán, a Argentina vai passar a presidência rotativa do bloco ao Brasil. Será a última vez que isso ocorre sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que seu mandato termina em 31 de dezembro. Na sexta-feira, o porta-voz da Presidência do Brasil, Marcelo Baumbach, informou que o “tema” da administração brasileira será “Mercosul: Os Próximos Vinte Anos”, já que em 2011 o bloco completa 20 anos.

“O presidente Lula deseja colocar a capacidade propositiva da Presidência brasileira a serviço de uma agenda positiva para o Mercosul, com fortes elementos de inovação”, afirmou Baumbach.

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