Temer vai à China para tratar de comércio, investimentos e participar da Cúpula dos BRICS

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Da Redação –

Brasília – Ampliação do comércio bilaterarl e diversificação da pauta exportadora brasileira,investimentos e questões da atualidade internacional, como por exemplo a situação na Coreia do Norte, são alguns dos principais temas na agenda da visita de Estado que o presidente Michel Temer fará à China, de 1º. a 5 de setembro. Além de reunir-se com o presidente Xi Jinping, Temer participará da reunião de Cúpula dos BRICS, a ser realizada de 3 a 5 de setembro, em Xiamen, na costa Leste da China.

Na visita à China, o presidente Michel Temer deverá estar acompanhado pelos ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Maurício Quintella (Transportes), Blairo Maggi (Agricultura), Bezerra Filho (Minas e Energia), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio). Como tem sido praxe em seu mandato, o presidente levará em sua comitiva um grupo de parlamentares da base de sustentaçãod o governo no Congresso.

Maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, quando superou os Estados Unidos, a China é atualmente o principal investidor estrangeiro no país e durante a visita devem ser debatidas as possibilidades de novos investimentos chineses em portos e refinarias brasileiros.

Os números do comércio bilateral mostram que nunca, como agora, a China teve tanta importância para o comércio exterior brasileiro. De janeiro a julho, 24,3% de todo o volume embarcado pelo país ao exterior tiveram o país asiático como destino final. Há dez anos atrás, no primeiro semestre de 2007, a fatia chinesa nas exportações brasileiras era de 6,7%, contra 16,4% embarcados pelos Estados Unidos.

Este ano, em sete meses, as exportações brasileiras para a China atingiram o valor de US$ 30,788 bilhões, uma alta de 33,05% comparativamente com igual período de 2016. Na média, as vendas brasileiras para o resto do mundo cresceram 19%. Sozinhos, os chineses importaram mais do Brasil do que os três demais principais compradores do Brasil somados, os Estados Unidos, Argentina e os Países Baixos. Por outro lado, as importações de produtos chineses tiveram um aumento menos robusto mas ainda assim importante de 11,59% para US$ 14,505 bilhões.

Principal destino das exportações brasileiras, a China deverá tomar este ano dos Estados Unidos o posto de maior fornecedor de produtos para o mercado brasileiro. Nos sete primeiros meses do ano, os americanos ficaram com uma fatia de 17,4% do mercado nacional, seguidos de perto pelos chineses, com um percentual de 17,3%.

Mantidos os níveis atuais de expansão das exportações registrados até o mês de julho (11,59% no caso da China e de 10,64% pelo lado americano), a China chegará ao fim do ano ocupando os dois primeiros lugares como maior importador e exportador do comércio exterior brasileiro.

Apesar desses números impressionantes, o presidente Michel Temer e seus ministros aproveitarão as reuniões com o presidente Xin Jinping e com seus homólogos ministeriais chineses para reiterar o apelo no sentido de que a China finalmente decida aumentar as importações de produtos manufaturados brasileiros.

Atualmente a pauta exportadora para o gigante chinê é fortemente concentrada nos produtos básicos, de menor valor agregado, que hoje respondem por 88,4% das vendas totais aos asiáticos. Os três itens principais dessa pauta (soja em grãos, minérios de ferro e petróleo) respondem por 84% do total exportado.

Em contrapartida, as exportações chinesas têm uma participação de 97,1%  em produtos industrializados. As autoridades brasileiras querem mostrar aos seus anfitriões chineses que um país que conta com uma participação de 55,8% em suas exportações para um mercado sofisticado e exigente como os Estados Unidos não pode ser limitado a embarcar apenas 3,23% (correspondentes a US$ 994 milhões) em bens manufaturados para os chineses.

E mesmo em relaçao aos produtos básicos o Brasil tem enfrentado barreiras que dificultam um maior acesso ao mercado chinês. Assim, durante a visita o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecmento, Blairo Maggi, deverá tratar com seu colega chinês sobre o processo investigativo aberto pela China na Organização Mundal de Comércio (OMC) contra o suposto dumping praticado pela indústria de carne de frango do Brasil e que poderá ter implicações tarifárias ainda este ano.

A China é hoje o terceiro principal comprador da carne de frango do Brasil e de janeiro a julho as importações totalizaram US$ 438 milhões, correspondentes a cerca de 10% do total exportado pelas indústrias brasileiras do setor.

Investimentos

Os investimentos chineses no Brasil são outro tema que ocupará lugar de destaque na visita do presidente Temer à China. Nos últimos anos os chineses vêm ampliando os investimentos no Brasil e várias das maiores empresas do país têm reforçado sua presença no país.

A State Grid por exemplo, concentra no Brasil metade de seus ativos no exterior. Por outro, a Three Gorges, tem também uma forte presença no Brasil, icluindo os direitos para operar duas das maiores centrais hidrelétricas do país, as usinas de Ilha Solteira e  Jupiá.

Na China, o presidente pretende vender aos empresários orientais o novo pacote de concessões, anunciado no início da semana passada pelo governo, que envolve a Casa da Moeda, a Eletrobras e aeroportos nacionais, entre eles Congonhas. Há a expectativa de ser fechado um acordo de cooperação entre a China Nuclear e a Eletronuclear para o projeto de Angra 3.

Devem viajar à China os ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Maurício Quintella (Transportes), Blairo Maggi (Agricultura), Bezerra Filho (Minas e Energia), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio). Como tem sido praxe em seu mandato, na visita à China o presidente levará, ainda, uma comitiva formada por parlamentares da base de sustentação do governo no Congresso Nacional.

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