Tira-Dúvidas Firjan de Comércio Exterior: Especialistas dão sugestões para quem quer fazer negócios com a China

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Rio de Janeiro – Conhecer peculiaridades culturais e legais são etapas inerentes às relações de comércio exterior, que exigem estudo e muita cautela para quem pretende fazer negócios com outros países. No evento “Tira-Dúvidas Firjan de Comércio Exterior: China”, transmitido pelo canal do YouTube da Firjan em 5/5, a palestrante Ling Wang, sócia da W!N Education, Business Support, abordou pontos pouco conhecidos sobre o mercado chinês a serem explorados pelos empresários brasileiros.

Mediado por Giorgio Rossi, coordenador da Firjan Internacional, o Tira-Dúvidas teve também exposição de Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil–China (CEBC), que traçou o panorama de negócios entre os dois países nos últimos anos. Segunda maior economia no mundo, a China quer fortalecer seu mercado interno e reforçar seu papel como produtora de tecnologia. É o maior parceiro comercial do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, onde a maior parte de seus investimentos se concentra na região Sudeste.

“O Rio de Janeiro é o principal exportador de petróleo para a China, tendo importado uma imensa variedade de produtos chineses, desde farmacêuticos a óticos. A economia cresceu e eles têm investido na estrutura de moradias, com um modelo de negócios próprio e cada vez mais bem-sucedido”, comentou Cariello.

 

Conhecer a cultura de negócios

A maior população do mundo, composta por 57 diferentes etnias, é sempre um mercado atraente, por seu volume. Ling Wang, especialista em cultura negocial com a China, recomenda cautela e apoio de quem conhece o país. “Não adianta se orientar por livros. Boa parte da literatura disponível sobre a China foi escrita por europeus ou americanos, sem vivência local”, pontua Ling.

Conhecer e entender os chineses é essencial para fechar negócios no país, onde visitar diferentes fornecedores em uma mesma região pode se transformar em uma barreira para fechar contrato. “Embora sejam localidades distantes umas das outras, os setores se conhecem e dialogam entre si. Não pega bem visitar cinco empresas para oferecer serviços. É uma característica local, assim como o hábito observado pela maioria dos empresários de fechar negócios em almoços ou jantares”, conta Ling.

Há necessidade de ter uma boa visão sobre o cotidiano no país, de imensa diversidade em termos de costumes e gostos. “Um mapeamento do negócio é importante, não apenas para atender questões regulatórias, mas também porque dificilmente um produto agradará a todos os grupos populacionais. Às vezes, é preciso oferecer diversas qualidades de um mesmo artigo, que se adapte a diferentes locais. Ou saber, como um empresário que pensava em fechar uma exportação de pão de queijo congelado para um supermercado, que o produto encalharia nas prateleiras, pois raras cozinhas chinesas dispõem de fornos”, conta Ling Wang.

Tira-Dúvidas Firjan de Comércio Exterior: China pode ser visto no canal de YouTube da federação pelo link https://youtu.be/TfSXXUXIYU0

(*)  Com informações da Firjan

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