Turismo de luxo supera crise da pandemia, faturamento cresce 47% em 2021 e BLTA projeta manter forte alta em 2022

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Brasília – Após registrar em 2021 um faturamento de R$ 1,8 bilhão, com uma alta de 47,2% comparativamente com a receita obtida em 2019, o setor de turismo de luxo deverá manter esse mesmo desempenho em 2022, com índices igualmente muito positivos. Para que isso aconteça será necessário trabalhar muito a ação promocional, dentro do País e especialmente no exterior.  A avaliação positiva do desempenho do segmento foi feita por Simone Scorsato, CEO da Associação Brasileira de Turismo de Luxo (BLTA, na sigla em inglês).

Simone Scorsato – Foto: Julien Marques

 

E por entender que o momento é mais que propício para intensificar a promoção do amplo e sofisticado leque de produtos oferecidos pelo turismo de luxo no País, a BLTA promoverá nos dias 31 de maio e 2 de junho, respectivamente em Londres e Paris, roadshows que contarão com a participação de 17 dos principais estabelecimentos do setor.

A poucos dias do embarque para Londres, Simone Scorsato mostra-se otimista com as perspectivas de sucesso desses dois eventos destinados a apresentar os produtos brasileiros ao trade de dois dos mais importantes e sofisticados mercados de todo o mundo.

Segundo ela, “a expectativa é de uma excelente receptividade do Brasil, uma vez que não é só o mercado brasileiro que está retomando as ações, os encontros e as feiras do mercado de luxo. Essa é uma ação global, que se iniciou ainda timidamente em 2022 mas que acredito que a partir de agora começa a tomar maior envergadura. E o atual momento é bastante propício para nós, porque estamos no início do ano e já vamos nos apresentando  novamente para um mercado com o qual sempre mantivemos contato  e do qual estivemos distantes nos últimos quase três anos, por conta das restrições da pandemia”.

Após citar o crescimento sólido, e até um certo ponto surpreendente, registrado em 2021 e também exibir todo seu otimismo com as perspectivas de um 2022 igualmente promissor, a CEO da BLTA explica que seu otimismo deriva da constatação de que “como destino, o Brasil está tendo uma maior procura pelo mercado internacional exatamente pelo fato de existir uma zona ainda insegura na Europa, que também tem a ver com a questão do câmbio, que ainda é favorável, no mercado brasileiro, para o turista estrangeiro e desfavorável para o brasileiro no mercado internacional”.

Outro fator que conspira a favor do fortalecimento do turismo de luxo no Brasil se deve, segundo Simone Scorsato, ao fato de o País estar inserido na América Latina e que, segundo ela tem tudo para “se tornar cada vez mais um continente colocado no mapa do turismo internacional seguro e por tudo isso nossas expectativas são de retomada, com uma nova imagem do Brasil. A isso deve se somar um grande esforço para que consigamos melhorar ainda mais a imagem do Brasil no mercado internacional”.

Com as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o turista brasileiro, e especificamente o usuário dos produtos de alto luxo, abdicou das viagens ao exterior e redescobriu o País, gerando índices de ocupação bastante elevados para a rede de hotéis e pousadas associados à BLTA.

Com a pandemia sob controle, esse panorama começou a mudar e na percepção de Simone Scorsato, “agora recomeçam as viagens internacionais e aqueles que viajavam de quatro a cinco vezes por ano e que ficaram no Brasil em 2020 e 2021, agora estão diluindo as viagens domésticas com o mercado internacional”.

Poucos dias antes das apresentações em Londres e Paris, a BLTA participou ativamente da ILTM Latin America 2022, a principal feira de alto padrão do País, realizada de 3 a 6 de maio em São Paulo. A feira contou com a participação de 275 expositores de hotéis, companhias de cruzeiros, agências de viagens, destinos e demais prestadores de serviços, dentre eles, compradores representando nove países e 28 cidades da América Latina”.

Simone Scorsato destaca que “a ILTM é uma feira importante no mercado de luxo brasileiro e traz produtos do mundo inteiro, além de compradores da América Latina e aí reside sua força. Acho que precisaríamos de ter mais produtos presentes a essa feira, fortalecendo a imagem do Brasil. Simultaneamente a isso se faz necessário realizar um trabalho conjunto do Brasil com outros países da América Latina visando reforçar a imagem do continente e reforçar a importância dos produtos de luxo da região no mercado internacional”.

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