US$ 57,7 bilhões, este é o déficit acumulado pelo Brasil em 10 anos no comércio com a Nigéria

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Da Redação

Brasília – Nos últimos dez anos, o Brasil acumula um déficit de impressionantes US$ 57,7 bilhões com um de seus principais parceiros comerciais em todo o mundo. Qual é esse país? Ou seria um bloco econômico? Se você pensou China, Estados Unidos, União Europeia, Mercosul ou BRICs está redondamente enganado. Esse número diz respeito ao saldo negativo registrado de 2006 a 2015 pelo Brasil no intercâmbio comercial com a Nigéria e é o maior deficit do Brasil nesse período com qualquer outro entre os seus parceiros  no comércio internacional. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Desde que começou a importar petróleo da Nigéria, na década de 1980, o Brasil sempre teve uma relação comercial deficitária com o país africano. No ano 2000, as exportações brasileiras para aquele país totalizaram US$  247 milhões e as importações atingiram a cifra de US$ 734 milhões, gerando um saldo negativo de US$ 487 milhões.

De lá para cá o desequilíbrio na balança comercial entre os dois países não parou de crescer. O saldo em favor dos nigerianos atingiu o valor máximo em 2013, quando as vendas daquele país concentradas em petróleo, nafta para a petroquímica e gás natural somaram US$ 9,648 bilhões, ao passo em que as vendas brasileiras foram de apenas US$ 876 milhões, gerando um deficit de  US$ 8,772 bilhões.

Ano passado, com  a intensificação da crise econômica que afetava a economia brasileira e ganhava maior intensidade, o Brasil reduziu drasticamente as importações de petróleo e as vendas nigerianas desabaram -51,21% para US$ 4,633 bilhões. As exportações brasileiras para a Nigéria também caíram, mas a uma taxa bastante inferior: -27,95% e somaram US$ 688 milhões. Com isso, o saldo em favor dos nigerianos também baixou e somou US$ 3,945 bilhões.

Com as importações de petróleo, nafta e gás em forte baixa, nos primeiros quatro meses de 2016 o intercâmbio comercial com a Nigéria segue a trajetória de baixa, ainda que as exportações brasileiras tenham experimentado uma ligeira alta de 4,47% para US$ 239 milhões. Nesse período, as vendas nigerianas caíram 50,72%, totalizando US$ 696 milhões, a mais baixa cifra registrada nas exportações nigerianas no período janeiro-abril em muitos anos. Com isso, o saldo em favor da Nigéria atingiu a cifra de US$ 457 milhões, o menor superávit alcançado pelos nigerianos nas trocas com o Brasil desde que o país africano tornou-se um dos principais fornecedores de petróleo à Petrobras.

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