Visita de Bolsonaro traçará novo rumo para as relações China-Brasil

0
1459

Por Xinhua (*)

À medida que as relações entre a China e o Brasil continuam se aprofundando, a visita do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, à China, injetará nova vitalidade à cooperação bilateral e unirá esforços conjuntos para melhorar a governança global.

Bolsonaro visita a China entre esta quinta-feira e o sábado a convite do presidente chinês, Xi Jinping. A visita acontece no momento em que os dois países celebram o 45º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas.

No Brasil se costuma dizer que “quanto mais velho, melhor é o vinho”. Olhando para trás, vemos que a China e o Brasil, embora distantes geograficamente, jamais interromperam seus intercâmbios amistosos.

Há mais de 200 anos, os primeiros chineses viajaram ao Brasil para plantar chá e ensinar suas habilidades aos brasileiros. 90 anos mais tarde foi construído um mirante em estilo chinês na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, para marcar a amizade entre ambos os lados.

Em 1993, o Brasil se tornou o primeiro país a estabelecer a parceria estratégica com a China, e em 2012 a relação foi elevada para parceria estratégica integral.

Hoje em dia, a relação sino-brasileira é mais sólida e madura. Este ano é testemunha dos frequentes intercâmbios de alto nível entre os dois países. Em agosto, Xi e Bolsonaro trocaram mensagens de felicitação pelo 45º aniversário dos laços diplomáticos.

Por dez anos a China tem sido o maior parceiro comercial e o principal destino das exportações brasileiras, e já se tornou a maior fonte de investimento estrangeiro do Brasil. Em 2018, o comércio bilateral bateu o recorde de US$ 100 bilhões.

Os dois países não só estão aprofundando a cooperação tradicional em áreas como agricultura, energia elétrica, mineração e infraestrutura, mas também criando novas áreas de crescimento em inovação tecnológica e economia digital.

Os intercâmbios culturais e pessoais também estão frutificando, como nos esportes, medicina e arte. Dez Institutos Confúcio foram estabelecidos no Brasil. O país latino-americano estabeleceu agosto como o mês oficial de celebração da chegada dos imigrantes chineses ao Brasil.

O aprofundamento da parceria China-Brasil transcendeu o âmbito bilateral, e serve como uma força positiva para impulsionar a paz e a prosperidade na região e em todo o mundo.

A relação entre a China e o Brasil estabeleceu um modelo para a cooperação entre a China e a América Latina, assim como para a cooperação Sul-Sul. Os dois países também uniram seus esforços para manter o multilateralismo, defender as normas internacionais e abordar os desafios mundiais como a mudança climática.

Olhando para o futuro, a China e o Brasil, ambos importantes países em desenvolvimento, têm bons motivos para trabalhar juntos e de maneira mais estreita.

A 11ª cúpula do BRICS será realizada no próximo mês em Brasília. Os dois países devem aproveitar a oportunidade para impulsionar a cooperação do bloco, sobretudo nas áreas de enfoque da reunião, que vão da inovação científica e tecnológica à economia digital, e do combate aos crimes transfronteiriços ao financiamento destinado a potencializar a produtividade.

Com a visita de Bolsonaro à China, os dois países empreenderão uma nova viagem para continuar desenvolvendo sua parceria, assim como a cooperação entre a China e a América Latina, e tornar o sistema de governança global mais justo e inclusivo.

(*) Agência de Notícias da China

Comentários

Comentários

Deixar uma resposta