Xi Jinping discursa na abertura da 5ª. CIIE e reitera interesse em compartilhar as inesgotáveis oportunidades do mercado chinês

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São Paulo – A 5ª edição da China International Import Expo (CIIE) começou no dia 5 de novembro e foi criada para promover oportunidades de ingresso de produtos e serviços estrangeiros no grande mercado consumidor da China e reforçar assim a política de dupla circulação, a qual tem como um de seus principais focos o aumento da importação na China. Em sua 1ª edição, em 2018, foi informado que a China pretendia importar US$ 10 trilhões dentro de 5 anos.

Neste período, a China vem enfrentando uma guerra comercial com os Estados Unidos, seguida pela pandemia que tem prejudicado o país até o momento. Ainda assim entre 2018 e 2021, o país alcançou o valor de US$ 8,86 trilhões em importações de mercadorias segundo dados da Statista, uma empresa internacional que fornece serviços de dados e estatística.

Isso indica que mesmo com as adversidades citadas, somada com mais um fato negativo que foi o recente conflito militar na Europa, se considerado o ano de 2022, a China muito provavelmente baterá a meta de importação estabelecida para os últimos 5 anos.

O presidente Xi Jinping fez um discurso por vídeo na cerimônia de abertura da 5ª edição da CIIE, e afirmou que há cinco anos anunciou a decisão de realizar a feira com o propósito de expandir a abertura da China e transformar o grande mercado chinês em enormes oportunidades para o mundo. E que hoje, a CIIE tornou-se uma vitrine do novo paradigma de desenvolvimento da China, uma plataforma para abertura de alto padrão e um bem público para o mundo inteiro.

Nas palavras do presidente Xi, o mundo de hoje é confrontado com mudanças aceleradas nunca vistas em um século, bem como uma lenta recuperação econômica: “devemos nos comprometer com a abertura para enfrentar os desafios do desenvolvimento, promover a sinergia para a cooperação, criar o impulso da inovação e oferecer benefícios a todos.”

O presidente chinês citou que como destacado no 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, o país continua comprometido com a política nacional fundamental de abertura ao mundo exterior, busca uma estratégia de abertura mutuamente benéfica e que adere ao curso correto da globalização econômica.

A China ampliará a interação entre os mercados e recursos domésticos e internacionais, se esforçará para criar novas oportunidades para o mundo com seu próprio desenvolvimento e contribuirá fazendo sua parte para a construção de uma economia global aberta.

Segundo ele, a China trabalhará com todos os países e todas as partes para compartilhar as oportunidades em seu vasto mercado, que irá intensificar os esforços para cultivar um mercado interno robusto, melhorar o comércio de mercadorias, desenvolver novos mecanismos para o comércio de serviços e importar produtos de maior qualidade.

Para isso utilizará estratégias de criação de zonas pilotos para a cooperação de comércio eletrônico da Rota da Seda e construirá zonas de demonstração nacionais para o desenvolvimento inovador do comércio de serviços.

Esses foram pontos importantes do discurso do presidente Xi Jinping que aponta e reforça o desejo da China em abrir seu mercado para os produto e serviços estrangeiros, fortalecendo sua política de dupla circulação, algo que deve aumentar a atenção dos países e empresários de todo o mundo visto que mesmo com as adversidades enfrentadas pelo caminho, a China conquistou sua meta de importação para os últimos cinco anos, mas as palavras de Xi Jinping mostram que os chineses ainda não estão satisfeitos com os números alcançados, pois acreditam que há muita margem para crescer.

Por outro lado, o discurso não deixa dúvidas de que a China quer oferecer produtos e serviços de ponta para o mundo, que seria fruto dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) que o país vem fazendo ao longo dos anos, com valores agregados muito maiores e que elevam ainda mais o patamar do país como potência, há o exemplo da tecnologia 5G, além de inúmeras pesquisas de produtos e serviços voltados para o campo da medicina, energia, sustentabilidade, entre muitos outros.

Cabe ao mundo esperar que os desafios diminuam com o passar do tempo e que os próximos não tenham grandes magnitudes como os ocorridos nos últimos anos, desta maneira a cooperação e abertura desejada pela China poderá trazer um grande impulso para e economia global.

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